quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Comunidade de Leitores na Culturgest, Lisboa


É já amanhã, dia 23 de Setembro de 2010, que iniciamos mais uma COMUNIDADE DE LEITORES na CULTURGEST, Lisboa


Tema: A Reivindicação do AMOR II


De que falamos quando falamos de Amor? O título do conto do escritor americano Raymond Carver serve para introduzir esta questão tão pertinente agora, em 2010, como o tem sido ao longo de milhares de anos. O ser humano, caracterizado pela sua tendência para o ódio e para a destruição, redime-se através do Amor, enaltecido e glorificado, base de doutrina de todas as grandes religiões, motor de criação nas Artes, sentimento presente nas Ciências e na Política, “produto” manipulado pela publicidade e pelos média, emoção virtuosa que tanto pode ser elevada aos píncaros, como maculada por vícios diversos e incomensuráveis. Na Grécia Antiga não existia uma só palavra para o Amor, antes se usavam termos tão variados como philia, eros, agape, storge e xenia, embora as fronteiras entre eles não fossem bem nítidas. De que amor se trata no caso de Antígona, a jovem que desafia as ordens do rei para cumprir os rituais funerários devidos ao seu irmão Polinice? Jane Austen preferia usar o termo “afecto” para definir o sentimento que prevalece nos seus romances, enquanto as suas heroínas têm que se haver com a moral, os costumes e as boas maneiras. E se, no desarmante D. H. Lawrence, encontramos as sementes controversas da Revolução Sexual dos anos 60, em Alan Hollinghurst descobrimos, sob a égide de Henry James, a decadente sociedade dos anos 80 onde se “cozinharam” os dramas que hoje estamos a viver; finalmente, Yourcennar trata a questão da paixão erótica e Graham Greene a intervenção – ou interferência – da fé religiosa numa relação adúltera e obsessiva. Continuarão os escritores a conjugar os significados do Amor nas suas obras? Como os distinguir nos livros que iremos ler?

Programa:
23 de Setembro
Antígona
Sófocles, qualquer edição disponível

7 de Outubro
Orgulho e Preconceito
Jane Austen, Ed. Europa-América

28 de Outubro
Mulheres Apaixonadas
D. H. Lawrence, Ed. Relógio D’Água

18 de Novembro
Como a Água que Corre
Marguerite Yourcenar, Ed. Difel

2 de Dezembro
O Fim da Aventura
Graham Greene, Ed. Asa

16 de Dezembro
A Linha da Beleza
Alan Hollinghurst, Ed. Asa


What We Talk About When We Talk About Love is the title of a story by Raymond Carver and introduces a question which is as relevant now as it ever was. The Greeks had many words for love, although how their meaning differed is unclear. What kind of love is meant in Antigone, the girl who buries her brother Polynices in defiance of the king? In Jane Austen’s novels, in which her heroines have to deal with custom and good manners, she uses the term “affection”. And while D. H. Lawrence sowed the seeds of the 1960s’ sexual revolution, Alan Hollinghurst gives us 1980s decadence. Finally, Yourcennar deals with erotic passion and Graham Greene with the intervention – or interference – of faith in an obsessive relationship.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Frank Kermode



FRANK KERMODE 29 November 1919 – 17 August 2010


Morreu Frank Kermode, aos 90 anos. Foi um dos grandes críticos literários ingleses, colaborador regular da London Review of Books - que ajudou a criar - e da New York Review of Books. Especialista em Shakespeare mas também em Philip Roth, Homero, Ian McEwan, a Bíblia, Don DeLillo, John Donne, Wallace Stevens and D. H. Lawrence, entre muitos outros. Em Dezembro do ano passado publicou o seu último livro sobre E.M. Forster. Autor de inúmeras obras, destacamos algumas: "Romantic Image" (1957), "The Sense of an Ending" (1967) "Shakespeare’s Language" (2000). Foi, entre outras atribuições, Lord Northcliffe Professor of Modern English Literature no University College, Londres e King Edward VII Professor of English Literature na Universidade de Cambridge. Recebeu todos os prémios e títulos honoríficos possíveis - foi-lhe atribuído o título de SIR, caso raro entre críticos literários - mas era pessoa discreta, como é possível constatar na sua irónica autobiografia com o título sugestivo "Not Entitled", publicada em 1995.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Booker Prize 2010




O Júri do Man Booker Prize já elaborou a "long-list".

The longlist :
Peter Carey - Parrot and Olivier in America (Faber and Faber) - Edição portuguesa Gradiva
Emma Donoghue - Room (Pan MacMillan - Picador)
Helen Dunmore - The Betrayal (Penguin - Fig Tree)
Damon Galgut - In a Strange Room (Grove Atlantic - Atlantic Books)
Howard Jacobson - The Finkler Question (Bloomsbury)
Andrea Levy - The Long Song (Headline Publishing Group - Headline Review)
Tom McCarthy - C (Random House - Jonathan Cape)
David Mitchell - The Thousand Autumns of Zacob de Zoet (Hodder & Stoughton - Sceptre)
Lisa Moore - February (Random House - Chatto & Windus)
Paul Murray - Skippy Dies (Penguin - Hamish Hamilton)
Rose Tremain -Trespass (Random House - Chatto & Windus)
Christos Tsiolkas -The Slap (Grove Atlantic - Tuskar Rock)
Alan Warner - The Stars in the Bright Sky (Random House - Jonathan Cape)

sábado, 24 de julho de 2010

Recomendações


Imagens de Somerset Maugham (sem data) e de E.M. Forster de turbante (1921)
Acabadas de sair, novas BIOGRAFIAS de dois conhecidos romancistas:

Sobre Somerset Maugham já se sabe (quase) tudo. Mas Selina Hastings foi mais longe:
THE SECRET LIVES OF SOMERSET MAUGHAM
A Biography
By Selina Hastings
Illustrated. 626 pp. Random House. $35

E.M. Forster também foi contemplado: (Ah! O permanente fascínio por estes senhores de sexualidade complexa e hedonismo exacerbado - e um genial pendor para a escrita!)
A GREAT UNRECORDED HISTORY
A New Life of E. M. Forster
By Wendy Moffat
Illustrated. 404 pp. Farrar, Straus & Giroux. $32.50

sábado, 10 de julho de 2010

Os Grandes Românticos

Byron, Leigh Hunt e Mary Shelley
Onde se fala das vidas entrecruzadas dos grandes poetas e escritores românticos ingleses, das suas múltiplas tragédias, do amor-livre que professavam - e que resultou em tantas calamidades - e das relações que mantiveram entre si. Byron o cínico, Shelley, o arrebatado e o destino penoso das mulheres que fizeram parte das suas curtas e desvairadas existências.
YOUNG ROMANTICS
The Tangled Lives of English Poetry’s Greatest Generation
By Daisy Hay
Illustrated. 364 pp. Farrar, Straus & Giroux

domingo, 4 de julho de 2010

IIª Comunidade de Leitores CULTURGEST Lisboa, 1010

Escultura de Roni HornEscultura Roni Horn
Culturgest - Setembro, Outubro, Novembro, 2010

Tema: A Reivindicação do Amor II
De que falamos quando falamos de Amor? O título do conto do escritor americano Raymond Carver serve para introduzir esta questão tão pertinente agora, em 2010, como o tem sido ao longo de milhares de anos. O ser humano, caracterizado pela sua tendência para o ódio e para a destruição, redime-se através do Amor, enaltecido e glorificado, base de doutrina de todas as grandes religiões, motor de criação nas Artes, sentimento presente nas Ciências e na Política, “produto” manipulado pela publicidade e pelos média, emoção virtuosa que tanto pode ser elevada aos píncaros, como maculada por vícios diversos e incomensuráveis.
Na Grécia Antiga não existia uma só palavra para o Amor, antes se usavam termos tão variados como philia, eros, agape, storge e xenia, embora as fronteiras entre eles não fossem bem nítidas. De que amor se trata no caso de Antígona, a jovem que desafia as ordens do rei para cumprir os rituais funerários devidos ao seu irmão Polinice? Jane Austen preferia usar o termo “afecto” para definir o sentimento que prevalece nos seus romances, enquanto as suas heroínas têm que se haver com a moral, os costumes e as boas maneiras. E se, no desarmante D.H. Lawrence, encontramos as sementes controversas da Revolução Sexual dos anos 60, em Alan Hollinghurst descobrimos, sob a égide de Henry James, a decadente sociedade dos anos 80 onde se “cozinharam” os dramas que hoje estamos a viver; finalmente, Yourcennar trata a questão da paixão erótica e Graham Greene a intervenção – ou interferência – da fé religiosa numa relação adúltera e obsessiva.
Continuarão os escritores a conjugar os significados do Amor nas suas obras? Como os distinguir nos livros que iremos ler?

23 Setembro - Antígona - Sófocles – qualquer edição disponível
7 Outubro - Orgulho e Preconceito - Jane Austen, Ed. Europa-América -
28 Outubro - Mulheres Apaixonadas – D. H. Lawrence, Ed. Relógio D’Água
18 Novembro - Como a Água que Corre - Marguerite Yourcenar, Ed. Difel
2 Dezembro - O Fim da Aventura – Graham Greene, Ed. Asa
16 Dezembro - A Linha da Beleza - Alan Hollinghurst, Ed. Asa

sábado, 3 de julho de 2010

Beryl Bainbridge


Morreu Beryl Bainbridge. Não tive ainda a oportunidade de incluir algum livro seu nas Comunidades. Vou tentar lembrar-me. Gosto do que ela escreveu. Humor mordaz e negro. Uma boa receita. Em português "Segundo Queeney" e "Salve-se Quem Puder", Ed. Europa-América. Aconselho.