sábado, 10 de julho de 2010

Os Grandes Românticos

Byron, Leigh Hunt e Mary Shelley
Onde se fala das vidas entrecruzadas dos grandes poetas e escritores românticos ingleses, das suas múltiplas tragédias, do amor-livre que professavam - e que resultou em tantas calamidades - e das relações que mantiveram entre si. Byron o cínico, Shelley, o arrebatado e o destino penoso das mulheres que fizeram parte das suas curtas e desvairadas existências.
YOUNG ROMANTICS
The Tangled Lives of English Poetry’s Greatest Generation
By Daisy Hay
Illustrated. 364 pp. Farrar, Straus & Giroux

domingo, 4 de julho de 2010

IIª Comunidade de Leitores CULTURGEST Lisboa, 1010

Escultura de Roni HornEscultura Roni Horn
Culturgest - Setembro, Outubro, Novembro, 2010

Tema: A Reivindicação do Amor II
De que falamos quando falamos de Amor? O título do conto do escritor americano Raymond Carver serve para introduzir esta questão tão pertinente agora, em 2010, como o tem sido ao longo de milhares de anos. O ser humano, caracterizado pela sua tendência para o ódio e para a destruição, redime-se através do Amor, enaltecido e glorificado, base de doutrina de todas as grandes religiões, motor de criação nas Artes, sentimento presente nas Ciências e na Política, “produto” manipulado pela publicidade e pelos média, emoção virtuosa que tanto pode ser elevada aos píncaros, como maculada por vícios diversos e incomensuráveis.
Na Grécia Antiga não existia uma só palavra para o Amor, antes se usavam termos tão variados como philia, eros, agape, storge e xenia, embora as fronteiras entre eles não fossem bem nítidas. De que amor se trata no caso de Antígona, a jovem que desafia as ordens do rei para cumprir os rituais funerários devidos ao seu irmão Polinice? Jane Austen preferia usar o termo “afecto” para definir o sentimento que prevalece nos seus romances, enquanto as suas heroínas têm que se haver com a moral, os costumes e as boas maneiras. E se, no desarmante D.H. Lawrence, encontramos as sementes controversas da Revolução Sexual dos anos 60, em Alan Hollinghurst descobrimos, sob a égide de Henry James, a decadente sociedade dos anos 80 onde se “cozinharam” os dramas que hoje estamos a viver; finalmente, Yourcennar trata a questão da paixão erótica e Graham Greene a intervenção – ou interferência – da fé religiosa numa relação adúltera e obsessiva.
Continuarão os escritores a conjugar os significados do Amor nas suas obras? Como os distinguir nos livros que iremos ler?

23 Setembro - Antígona - Sófocles – qualquer edição disponível
7 Outubro - Orgulho e Preconceito - Jane Austen, Ed. Europa-América -
28 Outubro - Mulheres Apaixonadas – D. H. Lawrence, Ed. Relógio D’Água
18 Novembro - Como a Água que Corre - Marguerite Yourcenar, Ed. Difel
2 Dezembro - O Fim da Aventura – Graham Greene, Ed. Asa
16 Dezembro - A Linha da Beleza - Alan Hollinghurst, Ed. Asa

sábado, 3 de julho de 2010

Beryl Bainbridge


Morreu Beryl Bainbridge. Não tive ainda a oportunidade de incluir algum livro seu nas Comunidades. Vou tentar lembrar-me. Gosto do que ela escreveu. Humor mordaz e negro. Uma boa receita. Em português "Segundo Queeney" e "Salve-se Quem Puder", Ed. Europa-América. Aconselho.

domingo, 9 de maio de 2010

Próxima Comunidade de Leitores - Culturgest


Eu sei, eu sei. Há que tempos que ando a dizer que darei conta da escolha de livros para a próxima Comunidade de Leitores na Culturgest. No entanto, a dificuldade tem sido enorme. Pura e simplesmente não consigo descobrir obras à altura do nosso grupo de leitores e leitoras e que, simultaneamente, estejam publicadas em português. Já fiz a minha escolha mas dir-vos-ei algo mais sobre as edições, logo que possa. Por enquanto, está assim:

AINDA SOBRE O AMOR:

Antígona - Sófocles - .
Orgulho e Preconceito - Jane Austen, Ed. Europa-América -
Mulheres Apaixonadas – D. H. Lawrence, Ed. Relógio D’Água
Como a Água que Corre - Marguerite Yourcenar, Ed. Difel
O Fim da Aventura – Graham Greene, Ed. Asa
A Linha da Beleza - Alan Hollinghurst, Ed. Asa
O que representa o seguinte: cinco das obras escolhidas estão disponíveis, uma, não. Vou à caça. No que diz respeito a Antígona, talvez haja uma edição da Fundação Gulbenkian.

domingo, 18 de abril de 2010

Notícias


Alexis de Tcqueville, o famoso autor de "Democracy in America" - publicado em dois volumes entre 1835 e 1840 - está a ser revisitado com alguma frequência, o que não é de estranhar dadas as perplexidades com que muitos se deparam quando analisam a trajectória deste modelo político. Uma referência especial à sua biografia , TOCQUEVILLE’S DISCOVERY OF AMERICA de Leo Damrosch, Ed. Farrar, Straus & Giroux. $27 e à apropriação da sua figura por parte do romancista australiano Peter Carey - autor de "Oscar e Lucinda" - no seu novo livro "PARROT AND OLIVIER IN AMERICA " , Ed Alfred A. Knopf. A não perder.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Norman Mailer

Norman Mailer morreu há quase 3 anos mas a sua vida e a sua obra continuam a interessar os amantes da Literatura. Controverso, politicamente incorrecto, mesmo violento - por vezes - Mailer continua a ser um dos ícones da cultura americana. Agora, surgiram as memórias de Norris Chuck Mailer, a sua sexta e última mulher, ex-modelo e pintora.
A TICKET TO THE CIRCUS A Memoir By Norris Church Mailer. Como Norris "domou a fera"... No New York Times http://www.nytimes.com/2010/04/11/books/review/Senior-t.html?emc=tnt&tntemail1=y

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Última Sessão da Comunidade de leitores dedicada ao tema do Amor


Gabriel Garcia Márquez, "O Amor nos Tempos de Cólera"
Uma saga feérica, fantástica, feroz sobre o amor e, sobretudo, sobre a (des)construção humana dos sentimentos e das paixões no cenário alucinante da Colômbia - supõe-se que seja Cartagena.
Alguns Temas:
- A "razão" de Juvenal Urbino versus a "irracionalidade" de Florentio Ariza.
- A importância da figura em torno da qual tudo gira - Fermina Daza
- O Amor como doença - (fazer a ligação com o tema da obsessão em "O Fardo do Amor" de McEwan - diferenças.)
- O Amor e a sua ligação com as questões políticas e sociais - (fazer a ligação com "O Vermelho e o Negro" de Stendhal).
- O Amor que sobrevive ao tempo - o amor que foge às convenções do "amor jovem". O amor no final da vida como desejo de imortalidade.